A saí-andorinha é uma ave passeriforme da família Thraupidae.

Seu nome científico significa: do (francês) Tersina = nome francês dado por Buffon-(1770-1783) para uma espécie não identificada; e do (latim) viridis = verde. ⇒ Tersina verde ou (ave) verde de Buffon. A palavra viridis refere-se à coloração da fêmea e dos indivíduos jovens desta espécie.

Um dos mais belos pássaros de nosso país, o saí-andorinha tem formato do corpo e cabeça peculiares. Bico curto, terminando em uma pequena ponta, com uma boca grande e larga. Também é conhecido como sairão, sanhaçu do barranco e azulão.

O macho desta espécie é azul-brilhante, com a cara e a garganta negras. A fêmea e o macho juvenil são esverdeados, em tom brilhante nas costas e amarelado nas partes inferiores. Nos dois sexos, há uma série de riscas escuras na plumagem ventral, branca no centro da barriga do macho e amarelada na fêmea.
Possui um forte chamado metálico de contato, sendo muitas vezes escutada antes da primeira visualização.

Possui três subespécies.

  • Tersina viridis viridis (Illiger, 1811) – ocorre no leste da Bolívia até o Paraguai, leste do Brasil e nordeste da Argentina;
  • Tersina viridis occidentalis (P. L. Sclater, 1855) – ocorre do leste do Panamá até a Venezuela, nas Guianas, no norte da Bolívia e no norte do Brasil;
  • Tersina viridis grisescens (Griscom, 1929) – ocorre na montanha Santa Marta, no nordeste da Colômbia.

Alimenta-se de frutos e insetos, apanhando esses últimos em voos a partir de galhos expostos. Somente se aproxima do chão para alimentar-se de frutos maduros caídos, apanhar insetos em voo ou para nidificar. Devido ao formato do bico e cabeça, é capaz de apanhar vários frutos, carregando-os para um poleiro mais escondido. Os frutos com caroço muito grande para ser engolido têm a polpa retirada no esôfago e são cuspidos. É um excelente dispersor de sementes. Aprecia muito a frutinha do abacateiro-do-mato ou maçaranduba-de-minas (Persea pyrifolia), bem como os frutos vermelhos da Scheflera (Schefflera actinophylla) e os frutos da magnólia-amarela (Magnolia champaca).

Escava barrancos e faz o ninho no final do túnel. As fêmeas fazem o ninho, chocam e cuidam dos filhotes praticamente sozinhas. Os machos ficam de sentinela a maior parte do tempo, sem envolver-se muito na criação dos filhotes. Após a reprodução retornam aos bandos, os quais podem chegar a algumas dezenas ao redor de árvores frutificando.

Tem como hábito característico o gregarismo na maior parte do ano. Voa em bandos à procura de alimentos, pousando geralmente nos galhos mais expostos de árvores e arbustos de frutas da época. No meio do bando costumam ser vistas outras espécies de saís, como o saí-azul (Dacnis cayana), por exemplo.

Surge e desaparece sem que ainda tenha tido o comportamento migratório bem determinado. Parece frequentar certas regiões somente nas épocas do amadurecimento de frutos dos quais se alimenta.

 

Fonte: http://www.wikiaves.com.br/sai-andorinha

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