5406 – saíra-militar / red-necked tanager (tangara cyanocephala)

 

Tangara cyanocephala, também conhecida como saíra-de-lenço, saíra-de-pescoço-vermelho, saíra-de-gola (Florianópolis), soldadinho e verdelim (NE), é um passeriforme da família Thraupidae.

Seu nome científico significa: do (tupi) Tangará → ata = andar; e carã = em volta; (dançarino); e do (latim) kuanos = azul escuro; e -kephalos, kephalë = com a cabeça, cabeça. ⇒ Dançarino com cabeça azul escuro.

Apresenta a evidente faixa vermelho vivo ao redor do pescoço e coroa azul metálico no alto da cabeça. Nas fêmeas a faixa vermelha é mais apagada, tendendo à tonalidade canela. Corpo em tonalidade verde uniforme, com dorso negro e faixa amarela sobre as penas verdes das asas. As aves das populações do Sul do Brasil, tendem a apresentar tamanho corporal acima da média de 11 cm. Por sua vez, as saíras-militares do Nordeste são menores, abaixo da média padrão.

Apresenta três subespécies de diagnoses sutis, muitas vezes até questionáveis, baseadas em tamanho, extensão da faixa vermelha na garganta, tonalidade das cores da cabeça e cor das coberteiras supracaudais (este último caráter mais notável). Os extremos (T. c. cyanocephala e T. c. cearensis) são bem diferenciáveis, entretanto T. c. corallina pode ser apenas uma população intergradante, e não um táxon válido, o que aponta para a necessidade de uma revisão taxonômica do grupo.

  • Tangara cyanocephala cyanocephala (Statius Muller, 1776) – ocorre desde o sul do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, mais o Paraguai e norte da Argentina (Missiones);
  • Tangara cyanocephala coralina (Berlepsch, 1903) – ocorre do litoral de Pernambuco até o Espírito Santo; Distingue-se da forma nominal por ser, em média, um pouco menor; a faixa no pescoço é de um vermelho um pouco mais pálido; a barra amarela na asa é mais estreita e as partes inferiores são mais amareladas.
  • Tangara cyanocephala cearensis (Cory, 1916) – ocorre na Serra do Baturité, no Ceará. Criticamente ameaçada. Distingue-se da forma nominal e da anterior por ter uma coroa de um azul-arroxeado, penas negras no alto da garganta entre a faixa vermelha e o azul do final da garganta e, principalmente, por possuir penas de cor azul celeste nas coberteiras supracaudais.

Alimentam-se de frutinhas, insetos, larvas e nectar/pólem de flores. Frequentam pomares. Comumente são vistas alimentando-se em pequenos arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira

Reprodução: Normalmente de setembro a dezembro. Ninhos em formato de taça com 3 ovos, geralmente feito em bromélias e emaranhados de epífitas, à média e elevada altura. Macho e fêmea cuidam dos filhotes.

Comumente vistas em bandos mistos com T. desmaresti, Dacnis spp., Tachyphonus spp. e Euphonia spp. Quando em alimentação em fruteiras, os bandos podem incluir T. seledon, T. cyanoventris e Thraupis spp.

Ocorre no Sudeste e Sul do Brasil, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, AL e CE).

 

 

 

Fonte: Wikiaves.

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