O tangará é uma ave passeriforme da família Pipridae.

Seu nome científico significa: do (grego) kheir = mão; e xiphos, xiphidion = espada, punhal; e do (latim) caudata = com cauda, (longa/curta). ⇒ Asa de sabre com cauda longa.

Também conhecido como tangará-dançarino e dançador (Santa Catarina). O nome tangará supostamente deriva do tupi ata, andar; e carã, em volta; sendo correspondente ao vocábulo castelhano saltarin

Possui cerca de 13 centímetros e apresenta forte dimorfismo sexual. Os machos têm plumagem azul-celeste, cauda preta com duas penas centrais mais longas que as outras e, no alto da cabeça, uma brilhante coroa vermelha. Os mais jovens são verde-oliva, diferindo das fêmeas pela coroa vermelha que nasce antes da mudança das plumas no restante do corpo; só atingem a plumagem adulta com dois anos de idade.

As fêmeas são verde-escuras, cauda mais longa que a dos machos, o que as torna ligeiramente maiores que estes. São, também, mais silenciosas.O tangará é onívoro, alimentando-se de bagas e pequenos artrópodes. Aprecia a Michelia champaca (magnólia-amarela) e fruta do sabiá.

As fêmeas têm o seu próprio território ao redor do ninho, onde constroem uma cestinha rala numa forquilha bem alta que esteja próximo a água, utilizando-se de teias de aranha para colar o material da construção. Deposita dois ovos de fundo pardacento com desenho mais escuro. A incubação dos ovos é feita pelas fêmeas, durante 18 dias; os filhotes abandonam o ninho após 20 dias, passando a se alimentar e defender sozinhos. O sistema de acasalamento é poligínico, em que machos (2 a 6) se agregam em locais tradicionais ou leks, para fazerem exposições cooperativas no sub-bosque, onde existe uma hierarquia linear de domínio que pode persistir por anos. O macho dominante do grupo se comporta como um sentinela no alto de um poleiro, na tentativa de atrair fêmeas para a corte (Foster, 1981).

Os hábitos do tangará impressionaram vivamente Cardim, que depois de o descrever como sendo mais ou menos do tamanho de um pardal, de cor preta, exceto a cabeça, que é de um amarelo alaranjado muito suave, acrescenta: «[…] não canta, mas tem uma cousa maravilhosa que tem acidentes como de gota coral, e por esta razão o não comem os índios por não terem a doença; têm um género de baile gracioso, um deles se faz de morto, e os outros o cercam ao redor, saltando, e fazendo um cantar de gritos estranhos que se ouve muito longe, e como acabam esta festa, grita, e então todos se vão, e acabam sua festa, e nela estão tão embebidos quando a fazem que ainda que sejam vistos, e os espreitem não fogem

Entre os seus principais hábitos, está a típica dança pré-nupcial, onde os machos se revelam verdadeiros acrobatas, enfileirando-se vários deles num galho e exibindo-se ante a fêmea, um de cada vez. Depois de executarem o rito, cada um volta ao fim da fila e espera a vez de exibir-se novamente.

Habita as matas densas do sul da Bahia, do sudeste e sul do Brasil, do Paraguai e nordeste da Argentina (Província de Missiones).

 

Fonte: http://www.wikiaves.com.br/tangara

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